setembro 28, 2016 -

Avante, Jogadores!

Passado toda a fase de lançamento de uma nova coleção de Battle Scenes, que inclui a fase de previews das cartas e a fase de torneios de lançamento, vocês poderão acompanhar alguns textos que eu, Ulisses Albuquerque, e os demais colunistas desenvolverão especialmente para o site oficial de Battle Scenes. Para alguns, meu nome pode ser familiar, já para a grande maioria, apenas um nome que nunca ouviram falar, mas que, talvez, você já deve ter lido algum artigo meu em alguns dos principais sites e blogs de Battle Scenes.
Como boa parte dos jogadores, sou um dos que acompanham o card desde seu lançamento, jogando principalmente na região de São Paulo, capital. Logo no início de BS, fui um dos colunistas na “era clássica” do site Marvel TCG, ainda na antiga administração do Vargas. Depois, em sua nova administração, passei a me dedicar mais com os torneios que aconteciam em São Paulo, promovendo-os e organizando as datas de realização juntos com os lojistas e jogadores na época. Escrevi alguns poucos artigos para o extinto blog, Torneios de Battle Scenes e na sequência fui convidado a fazer parte da Administração do Blog: Marvel Store TCG onde costumo escrever desde então.

Para esta nova fase de textos no site de Battle Scenes, trarei uma sequência de 3 artigos que visam instruir os novos jogadores sobre situações típicas de jogo e em como eles resolveriam tal situação. Para aqueles que já iniciaram no BS, uma oportunidade de ver outras situações que ainda não aconteceram em vosso grupo de jogo.

São Eles:
Abertura de Mesa
Níveis de decisão
“Turn Around” – Ainda definindo este título****

Se tem algo em Battle Scenes que separa os homens dos meninos, este algo é saber o momento de abrir a mesa!

Muitos artigos já foram escritos sobre o momento de abrir a mesa, muito se fala da velocidade de início das partidas ou da duração delas. Há também uma certa discussão entre os jogadores que preferem ficar bons turnos na fase de contagem regressiva gerando recursos e os que gostam de um jogo mais ágil, com cartas que fazem comprar ou geram recursos desde o primeiro turno. Não estou aqui para definir qual o melhor comportamento ou estratégia, mas sim para colocar em pauta os diversos biotipos de jogadores de BS e suas aberturas.

Em todas estas 9 edições de Battle Scenes, tivemos diversas posturas ou estratégias de abertura de mesa, onde a cada edição estas posturas eram remodeladas conforme novas cartas foram surgindo.

Em UM (Universo Marvel), BS era ainda um embrião como card game. Basicamente o meta era constituído de Quarteto fantástico + atrasar + circundar + Wolverine na antecipação, onde a abertura clássica era Sr. Fantástico/Mulher invisível + Homem de Ferro, as compras com genialidade e as incapacitações com Atrasar/circundar e buscar os demais quartetos com Fantásticarro e finalizar com Wolverine, vencendo a partida. Resumindo, quem abria primeiro, normalmente vencia a partida pois não se tinha cartas como INVASÃO SECRETA, permitindo que ambos jogadores tivessem os mesmos personagens em cena.

Já na era ET (Evolução Tática) o tipo de abertura que viria a ser tendência – e também a chateação de muitos jogadores – consistia em ficar bons turnos em contagem regressiva, a fim de gerar recursos, colocar em cena, personagens que causavam dano na antecipação + Portal para o Micro verso. Assim no momento que seu oponente colocasse personagens em cena, na fase de antecipação ele já seria parcialmente desarmado de suas antecipações. A finalização vinha no turno seguinte com o cenário: A Espreita, onde o oponente sem antecipações, retiradas no turno anterior e com portal em jogo, seria aniquilado. Uma outra abertura bem conhecida era colocar em cena personagens que causavam dano no turno que entravam em cena, como Electro ou usar a carta que foi por muito tempo a mais desejada do jogo: Concentrar Poder ou carinhosamente conhecida como CP. Neste era surgiu o interessante The Wall, criação de Wallace Yassaka, na qual tive o prazer de conhecê-lo pessoalmente em jogar contra ele em muitas partidas.

Uma contramedida para aqueles que desejavam ficar juntando recursos era usar logo de inicio Toupeira Mecânica contra o oponente e mandar para base do deck aquela habilidade chata que você não queria ver em jogo, sendo que isso era possível usar 3 vezes, uma a cada turno, sendo que no final do último turno era possível ver uma segunda Toupeira entrando em jogo, para desespero do adversário que tinha seus recursos sendo consumido para a base do deck.

Tivemos a volta das aberturas rápidas em PO (Poderes Ocultos) na qual a dupla de abertura passava a ser agora de cartas Ultra raras, sendo: Dr. Estranho e Feiticeira Escarlate. Ambos com 3 de vida, necessitando apenas 6 cartas no recurso para colocá-los em cena e o poder de Magia, onde com clarividência podia ser usado em você mesmo ou no oponente, possibilitava um controle tremendo da mesa, pois usando em você próprio, poderia ter prever e organizar qual seria a próxima carta que iria comprar. Já usando a ação no oponente, poderia controlar e atrasar a vinda de recursos ou de personagens na fase de compra do adversário. Usar Mystério também era uma opção de abertura para a época, ainda mais usando seu texto fixo que buscava um cenário no deck, neste caso buscava-se Investigar Ruínas, que faz com que você procure por um Item Único no deck, no caso Livro de Vishanti, e colocar na sua mão, descarta-lo para capacitar um personagem e carregado no propri Mysterio fazendo-o ganhar o poder de Magia e se ele já estivesse com Influenciar o Futuro o estrago já estava feito.

A coleção MI (Múltiplas Identidades) para este que vos escreve foi uma coleção que não participei de nenhum torneios ou discussões sobre o que o pessoal estava fazendo. Tinha deixado o jogo um pouco de lado, por motivos particulares, e só voltei a jogar já no final da coleção. O pouco que pude acompanhar vi que os mutantes debutaram no jogo, em particular a Irmandade Mutante onde a abertura inicial era feita com Lider, um suporte qualquer para protegê-lo e assim que estivesse capacitado em 2, buscava o Asteroide M, Assim a irmandade teria sua proteção maior e Mercúrio, Pyro, Blob, Magneto e cia poderiam fazer seu trabalho. Jogadores Mais ativos na época podem usar os comentários para relatar como foi essa coleção em sua região.

Meu retorno ao Battle scenes aconteceu em IC (Invasão Cósmica) e justamente nessa coleção, uma carta seria o divisor de águas de tudo que já se viu e/ou falou sobre Abertura de mesa. Essa carta era: INVESTIGAÇÃO SILENCIOSA. Uma carta de raridade comum e que poderia ser usada, por personagens com o poder de voo, no turno que entram em cena. Uma desta nos recursos e logo poderia ser encontrado uma outra, e usada também na fase de preparação. Não veio no momento inicial? Exploração Aérea traria ela para jogo a ser usada no próximo turno. Não tinha personagens com voo naquele momento, um Item único resolveria o caso. Era o Manto de levitação que além de conceder o poder de voo, ainda garantia o +1 de Escudo. Até mesmo se apenas uma investigação estivesse nos recursos, a carta do poder de regeneração, Reestruturação Molecular, garantiria que esta fosse permutada entre os personagens com voo, pois a mesma não necessitava que o personagem tivesse o poder em questão para parte de seu texto fixo fosse utilizado.

A próxima coleção tinha como foco os Vingadores, mas ela facilmente poderia ter se chamado Era de Ultron, pois foi justamente isso que aconteceu em IV (Iniciativa Vingadores).

Continua na parte 2.

  • Gustavo Borges

    Também jogo BS desde a semana em que foi lançado, ele realmente evolui com o lançamento de coleções não ponto de em algumas coleções parecer um novo jogo.

    • Ulisses Albuquerque

      De fato Gustavo, BS a cada edição evoluiu sem perder sua essência

  • LJohnson

    BSMI começou aquele ciclo de baixar Portal para o Microverso, Pyro e Treinador. Qdo essa turma caia, o oponente chorava, kkkkk

  • Rogger Rocha

    Excelente artigo!

    • Ulisses Albuquerque

      Grato, Rogger
      tentarei fazer melhor na parte 2 do artigo e nos próximos.

  • Alexandre Castanheira

    O artigo parece que está cortado, de qualquer forma, está excelente, um dos melhores que já li sobre BS, muito bom.

    • Ulisses Albuquerque

      Ola Alexandre. De fato o artigo tem parte 1 e parte 2 para n ficar grande e cansativo de ler
      logo tem a paret 2 par ao pessoal conhecer um pouco de como forma as aberturas de mesa em cada edição e entender o quanto é importante o ato de abrir a mesa.

  • Tony Soprano

    Hoje em dia o jogo está muito rápido, se não jogou logo, a chance de perder é grande. Alguns decks ainda conseguem voltar bem depois de várias contagens regressivas, mas a maioria tem dificuldades. Tem decks como o da Ordem Negra que em 2, 3 turnos baixa todos os personagens e monta inúmeras defesas contra quase tudo.
    Mas o jogo está muito bem equilibrado. Não existe deck invencível, e por melhor que seja o deck, sempre tem outro que o dizima. Vários se sobressaem, não há um top.

    • Ulisses Albuquerque

      Quem sabe vamos atingir um nível de velocidade, na qual poderemos ter partidas, melhor de 3!!
      mas hoje, a quantidade de decks é incrível.