setembro 25, 2017 -

Fala galera, aqui quem fala é o Marcelo Sá, e hoje na coluna Conselho Illuminati, eu vou fazer a mistura do meu primeiro artigo, “a receita da vitória” + o meu report do maior torneio de Battle Scenes da galáxia, o Battle Royal! Sem mais delongas, vamos ao artigo!

Fase de Contagem Regressiva

Eu estava me preparando para o evento como jogador e fiz o dever de casa: levantei informações dos últimos torneios, bem como dos jogadores que ganharam os regionais e os locais. Levantei muita informação e, com o “metacall” feito, eu sabia que no Royal desse ano eu enfrentaria uma enxurrada de Ninjas e variantes de Kree.

Mesmo assim, eu optei por jogar primeiramente de Kree-Defensores, pois o deck tinha as 2 cartas tutores do momento, Planos de Infiltração + Leva e Traz, e a abertura mais forte de primeiro turno, 2 Krees + 2 personagens com Genialidade e Voo. E isso para o Royal era muito forte, pois talvez nenhum outro baralho do meta consiga acompanhar essa curva de abertura no t1.

Pus-me a treinar, joguei com amigos, “raspei muito shield” e comparei todos os dados de abertura dos outros decks. A única coisa que ainda me desagradava era que o deck tinha uma explosão absurda no t1, mas depois seu rendimento ia perdendo força, pouco a pouco.

 

 

Fase de Compra

Com passagens compradas e destino definido, fui para São Paulo para passar alguns dias treinando e me preparando para o evento que iria marcar as nossas vidas para sempre.

 

 

Fase de Preparação

Chegando em São Paulo, me encontrei com Pink (Lucas Almeida, agora vencedor do Battle Royal 2017) e testamos umas 50 ou 60 “techs” no primeiro dia. Revezamos os decks, anotamos os pontos altos das partidas, as melhores jogadas, as deficiências de cada deck. Fomos à Epic Games treinar e tivemos outra visão de alguns decks do jogo e iniciamos outra madrugada de testes. Ainda virados de quarta para quinta, definimos o deck do Pink para o Royal quase no final da noite, deck que foi batizado de “Não vai subir ninguém”, uma variação de Illuminatis.

Deck fechado, “techs” estudadas e absorvidas, falamos com o campeão do Royal passado, Matheus Varela, e combinamos de nos encontrar para um treino final, antes do grande dia. Descobrimos um combo simples e fácil de se fazer, mas decidimos não usá-lo no torneio. Pus-me a fazer o report do combo para o Juiz Mor, que já tinha me feito o convite para ser um dos juízes do Royal. Sim, grata surpresa, eu tinha sido convidado para ser um dos juízes do Battle Royal 2017!

Já com meu caminho definido como juiz, e na presença de amigos, finalizamos os treinos e a preparação. Estava na hora do ajuste.

Fase de Ajuste

Chegando ao local do Battle Royal, a equipe de juízes foi reunida. Alguns rostos eram familiares. Falamos sobre responsabilidades, sobre como fazer do Royal 2017 o melhor Royal que já existiu.

 

 

Fase de Combate

Finalmente era chegada a hora. Anúncios feitos, Ultron desbanido, começa a primeira rodada. Trabalhamos muito nas 2 ou 3 primeiras rodadas. Cada juiz estava empenhado em tirar todas as dúvidas, e como todo trabalho foi muito bem coordenado, o primeiro dia terminou horas antes do previsto pela organização.

 

 

Todas as rodadas transcorreram sem grandes contratempos, e o sentimento de dever cumprido após o término do primeiro dia, somado à notícia de que vários amigos tinham se saído bem, anestesiaram as dores do cansaço físico e mental. Naturalmente não poderia manifestar minha felicidade no evento, pois estando no papel de juiz, você deve manter a imparcialidade. Senti-me duplamente recompensado, como juiz e como “treinador”.

 

 

Recuperei minhas forças e parti para mais um dia de evento, que viria a ser o segundo e principal dia. Pensei comigo que, com o final das primeiras rodadas, as coisas ficariam mais calmas. A maioria dos jogadores que estivessem mal no evento talvez resolvessem dropar para jogar os paralelos, e nós, juízes, ficaríamos focados nas toptables das rodadas finais do torneio. Ledo engano. Tínhamos mais de 100 mesas até a sétima rodada, mostrando que o pessoal tinha ido para jogar o Royal até o fim, provando a importância que o torneio tem para todos nós.

 

 

Conforme o torneio foi se desenrolando, percebi que os Ninjas do Tentáculo (deck favorito de muitos para ganhar o Royal) foram tropeçando. Somente um combo passou e foi para a nona rodada, o resto caiu porque encontraram os Tropas Novas, confirmando mais uma vez uma cadeia predatória já estabelecida. Reparei que o Pink estava bem, pois estava na mesa dois e enfrentou o deck de dano infinito de Rodrigo Mesquita, perdendo para ele. Mesmo assim, os dois estavam com bons scores até a oitava rodada, então eu imaginava que ambos poderiam se classificar para o Top 8 naquele momento.

 

 

Continuei meu trabalho ajudando e tirando as dúvidas das toptables, até que a última rodada terminou. Toda a equipe de juízes se esforçou muito para manter a integridade do torneio, para termos uma disputa de título de altíssimo nível.

 

 

Com o top 8 fixado, continuei cumprindo minha tarefa de juiz em outras atividades e nos torneios paralelos. Quando podia, conseguia dar uma olhada para ver como estava o andamento no top 8, e pude acompanhar a torcida de várias pessoas. Pude notar ainda o quanto o Royal significava para eles, o quanto este evento os unia, e os entendia.

 

 

Final do combate ou combate final

Com a finalização dos demais eventos, pude voltar minha atenção para o top, e nesta hora estava sendo decidida a última vaga para a final: Rodrigo Mesquita de Dano Infinito VS. Ricardo Carvalho de Magia. Ricardo preparou bem o deck, percebeu que tinha uma tática para reciclar a União Inabalável e conseguiu vencer o tão temido Dano Infinito que passou pelo suíço invicto. O pessoal do time dele foi à loucura, vibraram muito por ele! Foi muito legal acompanhar isso de perto.

 

 

Com a última vaga para a final preenchida, era chegada a hora da grande final: Lucas Almeida de Illuminati VS. Ricardo Carvalho de Magia.

 

 

Momento tenso, foram chamados quatro juízes (incluindo eu) para assistir a final e garantir que ela fosse executada da melhor forma possível. Mesmo com meu amigo na final, tive que ser imparcial e sabia da seriedade do meu papel. Quando o juiz deu permissão para começar a partida, senti o frio na espinha porque sabia que dali sairia o campeão do Battle Royal 2017.

 

 

Ambos abriram os seus jogos tímidos. A mão de Ricardo não era tão boa. A de Lucas também não era a melhor do mundo mas, ainda assim, era melhor do que a do Ricardo. Lucas abriu com um Dr. Estranho – V2 e começou a desenvolver o jogo. Ricardo, por sua vez, não teve a melhor Contagem Regressiva, e teve que abrir com o que havia saído na mão inicial.

Conforme a partida foi se desenrolando, ela foi chegando ao clímax. Do lado de Ricardo havia uma Esperança, um Rei das Sombras, um Mandarim com um de recurso e um Cavaleiro da Lua. Do lado de Lucas só havia um Caça-Hulk e um Pantera Negra – V2, porém a sua mão estava cheia.

Foi aí que vi a jogada mais inusitada do torneio. Lucas queria liberar recurso para finalizar a Esperança e o Mandarim do Ricardo, para tentar finalizar os 15 pontos batendo no Rei das Sombras. E foi aí que ele, em um momento de iluminação (ou loucura), investigou com o Caça-Hulk e depois rendeu o mesmo, indo a 11 pontos, liberando todos os recursos, batendo com o Pantera e dando uma Decisão Extrema, sacrificando o Pantera e resolvendo a Esperança de Ricardo. Depois ele fez outro Pantera V2 e um Homem de Ferro, ativando Planos 2x e buscando Mercenários para resolver o Mandarim de Ricardo, finalizando a jogada colocando em cena um Cavaleiro da Lua e uma Armadilha Reforçada, bloqueando o Cavaleiro da Lua de Ricardo, dando início a Fase de Combate e ativando simultaneamente o texto de ambos os Cavaleiros da Lua, que, para o azar de Ricardo, revelou uma habilidade e, para a sorte de Lucas, revelou um Homem de Ferro, ativando seu texto e infringindo 2 danos ao Rei das Sombras e descarregando a primeira carta dele.

Ricardo comprou uma Clea e uma habilidade, viu que sua situação não era a melhor, mas tinha ainda a Joia do Infinito – Alma para tentar trazer algum personagem que estivesse em seu recurso. Infelizmente Lucas havia feito um Homem de Ferro com uma Joia do Infinito – Tempo e tinha uma Câmeras de Vigilância em seus recursos, o que dificultava muito a volta de Ricardo para o jogo. Percebendo que a situação era irreversível, ele entrou na Fase de Combate e ativou o efeito do seu Cavaleiro da Lua, que revelou outra habilidade no topo e Lucas novamente revelou o Homem de Ferro. Lucas infligiu 2 pontos de dano no Rei das Sombras e finalizou o mesmo na antecipação com a ação Luta pela Justiça do Homem de Ferro.

Ricardo estendeu a mão e aceitou sua derrota. Lucas respondeu ao gesto e os dois se parabenizaram. Todos que estavam ali, incluindo Ricardo e a sua equipe, ovacionaram o jogador ao som de “Pink! Pink! Pink!”, uma atmosfera que eu jamais conseguiria esquecer.

 

 

Todos felizes pelo resultado do garoto ainda novato no jogo que tinha chegado à final por mérito e mostrando um nível de habilidade surpreendente, e felizes pelo campeão que comemorava com todos os amigos no palco.

 

 

O Royal ainda não tinha terminado para os juízes. Nos reunimos para as considerações finais. Eu ainda não poderia comemorar o título do meu amigo sem ser devidamente dispensado. O Juiz Mor agradeceu a todos pelo empenho, disse que todos os trabalhos transcorreram muito bem e eu senti um profundo sentimento de união e de dever cumprido.

 

 

Esse foi o meu Royal galera. Primeira vez como juiz no Royal, valeu muito à pena!

Só tenho a agradecer à organização pelo convite, pela oportunidade que a Copag me dá em fazer um bom trabalho para o jogo e para os jogadores, seja na coluna ou em campo. Quero agradecer também ao Danilo Nakamura e à Felipe Wawruk Viana pelas fotos cedidas. A todos os leitores, e um agradecimento especial para as esposas do Pink e do Bruno Caumont por terem me recebido com tanta alegria em suas casas.

Espero que todos tenham gostado do evento. Conto os dias para o próximo Battle Royal.

Desculpe por escrever um report tão longo, mas eu tinha que detalhar o máximo possível essa experiência inesquecível que foi o Battle Royal 2017.

Obrigado por acompanhar os meus artigos e valeu galera! Vocês são demais! #BestRoyalEver

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  • Roberto Mautone Jr.

    Excelente report!!

  • Athus Diego

    Show de bola Sá. Muito bom saber como foi a final detalhadamente kkkkkk parabéns. Acertamos os decks favoritos kkkkk kree deu muita dor de cabeça.

  • Zangief Red Ciclone

    Excelente Report Marcelão!
    Parabens! Mais um artigo digno da sua autoria!

  • Leandro Silveira

    Parabéns pelo excelente report e trabalho como juíz! Melhor Royal até hoje.

    Uma pena a Copag não parecer estar valorizando tanto como nós estamos.

  • Johnson Carlos

    Legal, me senti lá!

  • Alexandre Castanheira

    Muito bom o report! E foi um prazer poder te conhecer pessoalmente, continue com esse profissionalismo, você é um ótimo jogador e player!