dezembro 16, 2014 -

Por Airon Toledo

E aí, galera! Após um período ausente, nossa coluna volta hoje para falar sobre evolução, repertórios de decks e jogadas, perspectivas de jogo e métodos de treino. Vamos lá? 🙂

 

A evolução

Desde a criação de Battle Scenes, vimos que o jogo se reinventa a cada edição. E, com a nova coleção Invasão Cósmica, não poderia ser diferente. Mais do que conhecer todos os cards, precisamos entender as principais tendências de jogo por parte dos players e da equipe de criação.

Comecemos por “cards-chave”, como Atrasar + Circundar, Concentrar Poder, Máquina de Bloqueio Mental, Fogo Cruzado, etc. Por si só eles ditam uma proposta de jogo única – é fato que existirão jogadores mais audaciosos que optarão por colocar mais de uma ou até todas elas num único deck. Meu ponto de vista em relação a isso é que seria, no mínimo, uma grande bagunça, pois prezo por decks com ideias bem definidas. Decks que costumam fazer tudo correm sério risco de não funcionar, pois dependem de uma série de combinações de cards – e, combinado ao ritmo de jogo dos players hoje em dia, a chance de êxito diminui mais ainda.

Logo, para nossa lista de cards-chave de Invasão Cósmica, eu incluiria Investigação Silenciosa, Rei das Sombras e Sina (outros mais surgirão, em decorrência da enorme criatividade dos players Brasil afora). Isso porque Investigação Silenciosa transformou Battle Scenes! Se antes o jogo podia ser comparado a um carro 1.0, agora seja bem-vindo ao seu 2.0: ganhamos 1.000 cilindradas em um único Card (atribuo a Investigação Silenciosa o mesmo valor que Mystério acrescentou ao jogo na versão 3)!

Rei das Sombras também é demais, com Escudo do Capitão ou uma Proteção já fica complicado enfrentá-lo (sem contar que ele certamente anda por aí com algumas Armadilhas Reforçadas ao seu dispor!). Sina fecha a festa – ou a retranca, mesmo, já que é um card extremamente defensivo.

Assim, atente-se a:

1) Os jogadores estão cada vez mais rápidos: montar um deck sem considerar que seu oponente abrirá a mesa no primeiro turno é no mínimo maluquice!

2) A equipe de desenvolvimento do game parece cada vez mais preocupada em diminuir o tempo das partidas.

Logo, se soubermos disso, teremos mais sucesso nas construções dos decks.

 

Repertório de deck e jogadas

Quando lemos repertório de deck e jogadas, estou me referindo a opções possíveis dos decks e possíveis jogadas relacionadas a determinados decks. Seu deck deve ter o maior número de aberturas ou desenvolvimentos diferentes possíveis. Abrir só depois que “tombar” um Concentrar Poder e uma Onda de Energia pode nem sempre dar certo e Máquina de Bloqueio Mental não vai pagar sua conta sempre! 😀 Não deixe a vitória a cargo de ninguém, construa-a com os cards que você tem à disposição.

De modo geral, precisamos ter três opções básicas em um deck: dano na preparação, dano massivo e dano na antecipação. É possível montar um deck competitivo focando em apenas uma destas opções? Sim, mas isso exigirá extrema atenção do piloto, já que o deck não permitirá erros (por ser extremamente frágil taticamente) e você terá de responder a certas perguntas: Como responderei a abertura de primeiro turno de meu oponente? O que farei para amenizar/previnir o dano causado por personagens que entram em cena “batendo”? Se conseguir responder a essas questões, vá em frente!

 

Perspectivas de Jogo

Creio que um jogador sem perspectivas de jogo não será capaz de vencer muitos eventos. A capacidade do jogador de analisar a partida, entender para onde “o jogo está indo” e saber claramente se está ganhando ou perdendo é essencial.

Analisar a partida: Veja quem e o que está em cena, quantos pontos faltam para a sua vitória e quantos faltam para a sua derrota, veja que ação lhe cabe e qual a possível resposta que há em seu deck para aquela situação.

Entender para onde “o jogo está indo”: Pergunte-se sempre: “o que ele quer com isso?”, não achar resposta para essa pergunta custa muitas vezes a partida, não responder a algo em sua primeira chance de resposta diminui em mais de 50% sua chance de êxito no match.

Saber claramente se está ganhando ou perdendo: Parece engraçado, mas mais da metade dos jogadores de nível médio e avançado é surpreendida em circunstâncias em que achavam estar “bem em jogo”. Aqui não me refiro a dois Roubos de Ideias em cena em favor de seu oponente (e você não vê e não “abre a mesa”), me refiro a coisas como: Portal Para o Microverso + Treinador + Saltitar + Pyro; ser “deckado”, “tomar turno infinito”, etc. Coisas que custam uma grande partida sua por um único erro inocente.

 

Métodos de treino

Em relação a métodos de treino, digo: ouse na maneira de jogar e torne o jogo o mais divertido possível. Tente desafiar-se enfrentando oponentes e iniciando sua partida com 6 cards na mão (peça muligan até chegar lá nos 6 cards! :D), jogue contra dois oponentes ao mesmo tempo… Permita que seu oponente inicie a partida com um personagem em cena… Enfim, ouse, treine bastante e divirta-se!

E vou ficando por aqui, com o maior bom humor da semana. Saudações! 🙂

  • Rodrigo Kilzer

    Muito bom, ótimo artigo mesmo, alias eu nunca duvidei do equilíbrio e mecânica do jogo. Só falta uma interação eletrônica do BS. Precisamos que o jogo tenha recursos online. Precisamos muito de um sistema assim para unir os jogadores e difundir o jogo.

  • Marcus Martins

    muito bacana…

  • Raphael Christiano Guimarães

    Muito legal o post…bem legal, vários comentários oportunos, mas o nome da carta é Rei da Sombras e não Senhor…

  • richard colares

    Poderia ser um artigo um pouco maior, mas deu dicas importantes sobre o novo ambiente. Quem não abre de Investigação Silenciosa está fora do mercado de trabalho.

  • Gustavo Mattar Ultra-Raro BSGM

    Boas dicas, muitas delas são usadas em uma partida de Xadrez. O quê deixa o jogo de cartas mais complexo que o de tabuleiro é que você escolhe as “peças” que vai usar e um deck mal montado já pode comprometer a partida. Uma opção de treino legal é você trocar de deck com o adversário para explorar novas possibilidades.