outubro 1, 2015 -

Por Airon Toledo

Fala, galera, tudo ok com vocês? E aí, preparados para o Battle Royal? Quem ainda não comprou é melhor correr, pois com toda a certeza teremos o maior evento de Battle Scenes que o mundo já viu até agora! 😀

Bem, no Café com Battle Scenes de hoje eu falaria sobre Defesas Autônomas, assunto que muito me agrada e que compõe parte das estratégias de grandes decks atualmente. Mas o momento pede algo mais relevante, por isso vamos falar sobre decks em geral, boas estratégias e dicas nas construções de decks!

Em termos gerais, gosto mais de montar decks do que de jogar – acredite, é verdade! Acompanhei a evolução dos decks a níveis estruturais desde o início de Battle Scenes e pude ver como, da mesma forma que um determinado grupo muda ao receber ou perder um novo membro, o jogo se transforma a cada edição. E não é à toa, já que adicionamos no mínimo 100 novas possibilidades – em outras palavras, 100 novos cards (e isso em análise combinatória; sabe-se lá quantas possibilidades já temos!).

Não vamos abordar assuntos como “quem ganha de quem” ou “qual deck vai melhor contra outro” pois eu não acredito mais nisso; hoje se você se deparar com 2 Concentrar Poder nos recursos do seu oponente (de fato significa algo, mas…), não significa que essa é a ideia principal, quiçá a segunda ideia do deck do seu oponente. Hoje em dia (anota essa aí!) os decks “fazem tudo!”.

Pode parecer engraçado, irônico ou até exagerado, mas as possibilidades não se limitam a mais nada: você pode ser surpreendido por um deck de Vingadores com foco em Lâminas ou mesmo por um Blade com Cubo Cósmico, Concentrar Poder e Onda de Energia, fechando o match. Em outras palavras: “Sééé loooooko!” 😀

Brincadeiras à parte, hoje ocorre de tudo mesmo. Ainda assim, me arrisco a dizer o óbvio: Concentrar Poder, Despedaçar a Realidade e Portal para o Microverso ainda são os temas mais comuns dos decks em torneios avançados (deixo aqui o meu muito obrigado à equipe de criação: Homem Formiga e Jaqueta Amarela animaram muito o game nesta temporada!). No momento de escolher quais dos seus decks você deve usar, eu aconselharia a escolher o que você domina melhor, independente de ser o seu melhor deck ou não.

Agora, no que diz respeito às estratégias, meu amiguinho… não há muito o que dizer de forma específica. A verdade é que deck bom é aquele deck que vence a partida! 😀 Se o seu deck vai bem em sua região, estude a respeito dos decks que vão bem em outras regiões, tente adaptá-lo para enfrentar os decks e jogadores desses lugares (mesmo sem sair da sua cidade), estude o maior número de deck lists que conseguir na Internet e entenda o funcionamento perfeito dos decks mesmo sem jogar contra eles, apenas os analisando. Isso vai favorecer muito você no Battle Royal, pois vai ajudar a acelerar o seu tempo de resposta e você estará menos suscetível a ofensivas surpresas! 🙂

Em relação às habilidades com os novos efeitos surpresas, posso estar enganado, mas não acredito que mudarão o jogo. Meu palpite para cards que merecem atenção de BSOS são: Campo Eletromagnético, Aceleração Atômica e Cassandra Nova, além dos Insetos.

E, para fechar o papo de hoje, vamos a algumas dicas nas construções de decks! Meu palpite é que todos os jogadores aumentem um pouco o número de personagens no deck, e o motivo é simples: Aceleração Atômica (essa carta merece respeito!). Mesmo que você venha com aquela Mão Inicial animal, abra de Toupeira Mecânica e jogue o Despedaçar a Realidade do seu oponente para a base do deck dele, dificilmente o impedirá de fazer 2, 4 ou quem sabe até 6 Aceleração Atômica a cada combinação de 2 turnos (um seu e outro do seu oponente), o que representaria respectivamente 6, 12 ou 18 cards dos decks para os recursos dos jogadores. Assim, mesmo que seu oponente não opte por turno infinito, se seu deck não estiver preparado para isso… você perderá o “Punch” no desenvolvimento. E aí, meu amigo, perderá na “na porrada” para um deck de Telecinesia (pior que isso, só se tomar um Circundar de um Coisa! Quem compartilha dessa dor, sabe o quanto é humilhante…). Então aumente um pouco o número de personagens no deck (a propósito, muito bom o novo Motoqueiro Fantasma, não?) e vamos pra briga!

Agora, se permitem um dica bem maluca: se nos treinos você perceber que seu deck está muito vulnerável a algum suporte ou personagem específico, coloque-o no deck e tente outra vez! Isso mesmo: se a Vampira está te infernizando, coloque uma no deck, se a Cassandra Nova está dando o que falar nos seus matches… coloque-a no deck! Uso esse recurso desde que o jogo começou e dá muito certo (para o deck que usarei no Battle Royal, fui obrigado a optar por Jaqueta Amarela, Homem Formiga e Campo Eletromagnético, pois não aguentava mais enfrentá-los).

É comum no Battle Scenes que a salvação, antídoto ou resposta para algum personagem ou circunstância nova de jogo, venha depois que esse personagem ou circunstância já marcou o jogo. Isso está mudando pouco a pouco (a exemplo de Cassandra Nova e Câmara Neutralizadora), mas essa realidade ainda não foi despedaçada! 😀

Saudações a todos e até a próxima!

 

  • Lucas De Almeida Matos

    Ficou bem legal o post. Mas desacredito dessa parte de “se a carta estiver dando problema…”
    Uma idéia melhor eh saber se defender dela. Causando nova por exemplo eh uma carta fácil de enfrentar. Pyro adagas q o diga. Eh um combo antigo, que tem um foco novo.
    Nos metas hoje, os decks fazem tudo mesmo. Mas quem tem ganhado por aqui são os decks focados. Kkkk não me pergunte pq mas eh verdade

  • Guilherme D’Antona

    É isso ae, ótimo texto.

    Concordo, cada um jogando com a estratégia que mais dominar. Só espero que o Turno Infinito NÃO seja o campeão… para o bem do Battle Scenes!!!

    • Adriel

      Concordo Plenamente! Para o BEM do Battle Scenes!

  • Eu nunca entendi a lógica de Despedaçar a realidade ser um card de Telecinesia….. XD

    • Adriel

      Eu só acho que Despedaçar deveria voltar pra base do deck, pq ninguém merece tomar turno infinito, é anti-jogo. Se a pessoa abrir T.I. no terceiro turno, você não joga mais, só a pessoa! Triste! 🙁
      P.S.: Sim, tenho trauma de T.I.! kkkkkkkkkkkkkkk

      • Handré Vinicius

        Nunca joguei de turno infinito e não acho anti-jogo. O cara precisa de uma porrada de carta pra combrar e o adversario tem que deixar praticamente ele fazer isso!

        • Adriel

          Já levei turno infinito no terceiro turno. Depois vc ficar sentado só olhando o cara drenar o seu deck e vc não fazer nada, uma partida onde só um joga… isso pra mim não é jogo! Mas, como vc disse, o cara precisa de uma porrada de cards pra isso, e ele vai conseguir se de fato pilotar o deck com maestria.

          • LJohnson

            Tomar um turno infinito é um saco, o cara acaba desistindo. Mas não tem nada melhor que impedir um turno ifinito, kkkkk. O mano fica se sentindo deus! o/

  • Adriel

    Ótima matéria Airon! 🙂
    Apenas gostaria de incluir nossa necessidade de ter um sistema oficial da Copag de consulta avançada e montagem de deck para que possamos evoluir na construção de decks. Essa ferramenta agiliza muito a visualização de conceitos e idéias na construção de decks, o que por consequência ajuda os jogadores a enxergar as combinações, combos, a temática, o objetivo do deck, lógico que a parte prática não pode ficar de fora pra ganhar XP.
    No mais tenho estado muito animado com o BS, e a galera aqui do Vale do Paraíba só está crescendo em números e experiência de combate!
    Valeu!!!