setembro 30, 2017 -

Fala aí galerinha, eu sou Rood Belato e essa é a minha primeira postagem para a Copag!

Espero que vocês gostem.

O Royal de 2017 com certeza vai deixar muitas lembranças boas. Seja pela superação dos jogadores às surpresas de decks no Top 8, à quantidade de inscritos em cada edição, ou até mesmo à presença de muitos jogadores ainda na última rodada – mesmo sabendo que não teriam possibilidade de chegar ao Top 16 ou 8 – cada ano o Battle Scenes se supera mais e mais, melhorando a jogabilidade e com isso, aumentando a qualidade de jogo em cada Battle Royal.

Passado o Battle Royal 2017, mas ainda em “clima de torneio”, foi feita uma base de informações sobre os decks do Top 16, onde nessa postagem, o objetivo será de compartilhar com vocês a análise das principais estratégias e objetivos de forma geral e resumida, de cada um dos respectivos decks que foram utilizados pelos jogadores.

A começar pelo nosso Campeão do Battle Royal 2017:

 

Lucas de Almeida: “Não Vai Subir Ninguém”:

 

 

Com a base de deck Illuminati, o intuito é “fugir de danos” na antecipação com a ajuda de Dr. Estranho – V2 protegendo os Illuminatis, enquanto se preparava para o jogo gerando recursos e cartas na mão. Com a entrada de Cavaleiro da Lua – V2, Nova Primordial, Senhor das Estrelas – V2 ao lado de Pantera Negra – V2 e Homem de Ferro – V3, tanto na Fase de Preparação como em sua Antecipação, seriam aplicados danos ou descarregamentos de forma agressiva aos personagens do oponente, tentando limpar o campo da maneira mais rápida possível, assim como Fantasma do Espaço descarregando cartas durante a sua Fase de Preparação e Mercenário – V2, contando também com uma grande quantidade de dano de textos como Decisão Extrema e Surpresa Dolorosa. Com algumas opções para aumentar sua quantidade de cartas na mão e tendo Dr. Estranho – V2 podendo buscar uma versão de Stephen Strange ou um item mágico no deck, a entrada de Dr. Estranho – V4 e Orbe de Agamotto poderiam auxiliar na compra de cartas assim como no controle do jogo, junto com o seu leque de opções de cenários e “counters” (respostas), que foi a maior aposta de seu deck, o que de certa forma mostrou ser um deck equilibrado, bem agressivo e bem controle ao mesmo tempo.

 

2° Lugar – Ricardo da Rocha: “Magia”:

 

 

Com a sua base focada em Magia e tendo os principais personagens com a afiliação Defensores, ao lado de Nico Minoru/Irmã Grimm e Mandarim, o intuito é tentar pegar todas as curvas possíveis contra qualquer deck, seja incapacitando, com dano de textos ou com ações fortes, descarregando, tendo também como opção de controle com a Superstição Induzida somada à No Lugar Errado ou Singularidade Temporal, assim como Selene e Rei das Sombras. Com os seus cenários, optou por utilizar de tudo um pouco para tentar “responder” durante o jogo: se precisar buscar seus personagens principais para comandar o jogo, poderia contar com Resposta à Ameaça e Em Meio à Multidão, caso seja necessário algum “counter”, teria União Inabalável, Atrasos e Problemas, Desmaterializar e Câmeras de Vigilância, se for preciso comprar cartas teria a ajuda de Estudos Místicos e Inspiração Cármica, assim como as cartas de controle mencionadas no início: No Lugar Errado e Singularidade Temporal.

 

3° Lugar – Rodrigo Mesquita: “Guardiões da Galáxia/Aliados do Homem de Ferro”:

 

 

Com a sua base também Illuminati, mas somada à Guardiões da Galaxia e muito poder de compra, o intuito é utilizar o chamado “Combo Infinito”, ondem se aplicaria infinitos danos com Adaga Psíquica utilizando Groot – V3, Adam Warlock, Heimdall, Homem de Ferro – V2, Guerra Civil – V2, Reestruturação Simbiótica e Planos de Infiltração. Para ter mais precisão no objetivo do deck, foram inseridos Gata Negra – V1 e Entrando de Cabeça para tentar diminuir as possibilidades do oponente ter alguma resposta para o combo infinito, assim como o Howard – O Pato também poderia auxiliar descartando cartas da mão do oponente, enquanto Motoqueiro Fantasma Kenshiro “vigiava” as cartas do oponente. Para tentar ter todo o combo pronto na mão, utilizou a base Illuminati de “não tomar dano fora da Etapa de Ataque” com Amadeus Cho comprando cartas somado com Adam Warlock, Cabelo de Prata, Inteligência Suprema, Howard – O Pato, Descobertas Infindáveis, Investigação Científica, Leva e Traz, Planos de Infiltração e Tecnoassalto, com o auxílio de Mjölnir caso precise de recursos para colocar o combo em cena. Mas não só de dano infinito sobrevive este deck, ele também conta com o auxílio de danos das ações de personagens e Decisão Extrema.

 

4° Lugar – Rodrigo dos Santos: “Ímpeto Descarte”:

 

 

Com uma base mesclada de Telecinese e Genialidade, o intuito desse deck é ter junção de comprar muitas cartas e explosão de entrada com descarregar. Enquanto os personagens com Genialidade compravam cartas, os de Telecinese entravam no jogo para comandar o campo e com a utilização de cartas que descarregam ao invés de causar dano, a estratégia é “fugir” de cartas que reduzem todos os tipos de danos. Caso tivesse a possibilidade de entrar no jogo de forma explosiva, Mjölnir estaria auxiliando em “sempre ter 1 de recurso”, que poderia ser somado à Zona de Guerra, se fosse necessário descarregar uma carta “presa” em um personagem. Esse deck conta com muito poder ofensivo de Prontidão usando Funeral Elétrico, Rajada – V2, Joia do Infinito – Poder + Erosão Psiônica, Pyro e Fantasmas, mas mantendo a “retarguarda” com Cassandra, Rei das Sombras, Prisão e Tumba somados à Seduzir, Improbabilidade e Superstição Induzida com No Lugar Errado ou Singularidade Temporal.

 

5° Lugar – Leandro dos Santos: “Guerra Fria”:

 

 

A base desse deck é uma variante das afiliações Tropa Nova e Kree, que tem o intuito de aproveitar a base de Tropa Nova com o texto de materializar do personagem Inteligência Suprema para colocar Capitão Mar-vell, Fóton ou Ronan – V2 em cena. Sua base de deck consiste em danos na Fase de Preparação aproveitando Disparo Sequencial – V2 e Toque Antimatéria, podendo causar grandes danos na Antecipação transformando Disparo Sequencial – V2 e/ou a Rajada – V2 em antecipação com Rajadas e Disparos, somado de Surpresa Dolorosa, Toque Antimatéria, Desastre Metafísico e Refração Cósmica.

 

6° Lugar – Matheus Ribeiro: “Sessão do Descarrego”:

 

 

Com uma base mesclada de Telecinese, Genialidade e Lâminas, o intuito desse deck é ter junção de comprar muitas cartas e explosão de personagens em cena com Prontidão, tendo opções de antecipações-surpresas na mão para dificultar o jogo para o oponente. Enquanto os personagens com Genialidade compravam cartas, os de Telecinese entravam no jogo para comandar o campo junto de Cavaleiro da Lua, Motoqueiro e Mercenário – V2. Com a utilização de cartas que descarregam ao invés de causar dano, a estratégia é “fugir” de cartas que reduz qualquer dano. Caso tivesse a possibilidade de entrar no jogo de forma explosiva, Mjölnir estaria auxiliando nos recursos, que poderia ser também somado à Zona de Guerra, se fosse necessário descarregar uma carta “presa” em um personagem. Esse deck contou com o poder ofensivo de Prontidão usando Funeral Elétrico, Rajada – V2, Pyro e Fantasmas, mantendo o controle com Cassandra, Rei das Sombras, Prisão e Tumba somados à Amarras Invisíveis, Improbabilidade e Superstição Induzida com No Lugar Errado ou Singularidade Temporal.

 

7° Lugar – Jonathan Nunes: “Vem Para o Penta Ninjas”:

 

 

A base desse deck é voltada totalmente para controle de jogo com No Lugar Errado e seus “Toolbox” para não deixar o oponente agir. Caso o oponente fosse agir, teria um pouco de trabalho contra as ações de personagens como Vampira – V2 e Mulher-Aranha, o aumento de escudo da Armadura de Combate IMA, assim como para “esquivar” de todas as antecipações surpresas como Amarras Invisíveis, Seduzir e Improbabilidade somados à Superstição Induzida trazendo No Lugar Errado para o jogo.

 

8° Lugar – João Ricardo: “Roubada Mágica”:

 

 

Com a base do deck em torno de Magia com uma “pitada” de Telecinese, o intuito é tentar pegar todas as curvas possíveis contra qualquer deck, seja incapacitando, com dano de textos ou com ações fortes ou descarregando. Por serem um dos principais personagens em decks de Magia, geralmente Dr. Estranho ou Irmã Grimm sempre são um dos primeiros alvos de seu oponente e com o foco no deck maior para eles, o oponente poderia nocautear um que entraria um novo em cena. Com a entrada de Dormammu e Capitão Universo no deck, a ideia é ter personagens “de peso” que possivelmente serão difíceis de nocautear e irão “salvar” personagens de ser nocauteados, assim como a sua Prontidão pode ser fatal para muitos personagens.

 

9° Lugar – Henrique da Fonseca: “Magia”:

 

 

A base desse deck é uma combinação entre Magia e um pouco de Telepatia, onde o intuito é aproveitar os personagens com Telepatia entrando em cena com Adaga Psíquicas e reciclando utilizando itens mágicos colocando Adaga na entrada de novos personagens, assim como Superstição Induzida colocando No Lugar Errado ou Singularidade Temporal em cena. Com o foco em Dr. Estranho e Irmã Grimm, auxiliados por Clea, Mandarim, Cavaleiro da Lua e Vampira, sua estratégia gira em torno de tentar causar o máximo de dano possível enquanto Rei das Sombras e Cassandra juntos de No Lugar Errado ou Singularidade Temporal bloqueiam o oponente de poder agir, não tendo como se defender das sequencias de ações de seus personagens.

 

10° Lugar – Rodolfo Molineri: “E o Ventos Levou”:

 

 

Esse deck tem a base de Magia e Telecinese e com o intuito de tentar controlar o jogo e, assim que possível, fazer o turno extra usando Mover o Tempo. Com a ajuda de Novos Horizontes podendo auxiliar a Superstição Induzida, Nova Primordial também se tornou uma peça chave no deck, podendo gerar recursos com esses cenários para colocá-los em cena com a Superstição ou colocando os cenários no topo para Feiticeira Escarlate “chamá-los” no momento em que fizer clarividência.

 

11° Lugar – Nicolas Lopes: “Wikileaks”:

 

 

Esse deck tem a base da afiliação Defensores com um pouco de personagens que possuem os poderes de Lâminas e/ou Genialidade, com o intuito de aproveitar a sintonia de poderes que os Defensores possuem com a alta quantidade de compras das cartas de Genialidade e quantidade de buscas de personagens com Falcão Noturno, Planos de Infiltração e Leva e Traz. Com a entrada de Capitão Mar-vell no deck, sendo buscável por Leva e Traz ou Falcão, a entrada de Inteligência Suprema foi um auxílio na explosão do deck para entrada de personagens em cena, podendo aproveitar para materializar o Mar-vell e ainda buscar personagens de Lâminas no deck com o Planos de Infiltração, que poderia ser o Motoqueiro Kenshiro para formar um campo com muitos personagens e de forma consistente, podendo aproveitar Surpresas Dolorosas como defesa.

 

12° Lugar – Sergio Renato: “Toolbox – NLE”:

 

 

A base desse deck é para cartas que somadas à No Lugar Errado consigam fazer estrago, onde o intuito do deck é comprar o máximo de cartas possíveis utilizando cartas para genialistas e tentando manter sempre o No Lugar Errado em cena, fazendo os personagens do oponente não agir. Caso o oponente consiga agir com algum personagem, as ações de Mago e Vampira somados com antecipações-surpresas como Amarras Invisíveis, Seduzir e Improbabilidade “dão conta do recado”.

 

13° Lugar – Luiz Otávio: “Tropa Kree”:

 

 

A base desse deck é uma variante das afiliações Tropa Nova e Kree, que tem o intuito de aproveitar a base de Tropa Nova com o texto de materializar do personagem Inteligência Suprema para colocar Capitão Mar-vell, Fóton ou Ronan – V2 em cena. Sua base de deck consiste em gerar recursos com Empuxo Gravitacional, acelerando o deck e “regenerando” personagens com Destinogard, atrapalhando os personagens do oponente com Voar Alto e Campo de Partículas e gerando danos com Surpresa Dolorosa, Toque Antimatéria, Desastre Metafísico e Refração Cósmica.

 

14° Lugar – HelioJunior: “Hell’s Kitchen”:

 

 

Esse deck tem como base a afiliação Tentáculos e conta com o auxílio de Fantasma do Espaço e Mercenário – V2. Como a possibilidade de enfrentar outros decks da mesma afiliação existia a entrada de Invasão Secreta no deck. O acréscimo de Demolidor no deck é algo que traz perigo para o oponente, porque se livrar de 1 Demolidor poderia ser problema, mas 2 ou 3, seria difícil demais com eles diminuindo o dano. Esse deck conta com a estratégia de tentar ser mais rápido que o oponente gerando recursos contando com Cripta Ancestral, Banco e Investigações Descuidada e Incauta para colocar o máximo de Ninjas do Tentáculo em cena, assim como os Emissários e Demolidores seguidos de Facção Mortal, Sincronismo e Faixas de Cyttorak junto de cenários “counters” nos recursos.

 

15° Lugar – Rafael Tanabe: “Titã Control”:

 

 

Com foco em Magia e Telepatia mais centralizado em No Lugar Errado e Titã Descontrolado, com Genialidade em “segundo plano”, o intuito desse deck é tentar comprar cartas e buscar personagens ao máximo, tentando manter sempre o No Lugar Errado em cena, com o objetivo de controlar o totalmente o jogo. Quando necessário e tiver os “bichões” na mão, Titã Descontrolado entra em cena para trazer Dormammu e Coração Negro para o jogo, causando maior impacto pro oponente.

 

16° Lugar – Bruno Caumont: “Caos no Universo”:

 

 

E pra fechar a nossa lista do Top 16, temos esse deck, que conta como base a afiliação Tropa Nova com o intuito de aproveitar ao máximo ações imprevistas com as habilidades Toque de Antimatéria e Incursão Surpreendente, podendo fazer uso dessas ações novamente, com outros personagens, com a ajuda de Trabalho em Equipe permutando para personagens de mesma afiliação. Ainda pensando em agir na Preparação, foi inserido “personagens suportes” que também possam desfrutar de Incursão ou Toque, como é o caso de Homem-Molecular, Senhor das Estrelas – V2 e Colecionador, assim como Capitão Universo.

 

No total tivemos no Top 16:

No Lugar Errado ou Sem afiliação específica: 4 jogadores (Rodrigo dos Santos, Matheus Ribeiro, Jonathan Nunes e Sergio Renato).

Magia com foco em No Lugar Errado: 3 jogadores (Henrique da Fonseca, Rodolfo Molineri, Rafael Tanabe).

Magia: 2 jogadores (Ricardo da Rocha e João Ricardo).

Aliados do HDF/ Illuminati: 2 jogadores (Lucas de Almeida e Rodrigo Mesquita).

Tropa Nova/ Kree: 2 jogadores (Leandro dos Santos e Luiz Otávio).

Tropa Nova: 1 jogador (Bruno Caumont).

Defensores/Kree: 1 jogador (Nicolas Lopes).

Tentáculo: 1 jogador (Helio Junior).

 

E aqui finalizo a análise das estratégias usadas no Top 16 do Royal 2017.

Obrigado por acompanharem esta postagem e espero que tenham gostado da análise. Até a próxima!

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  • Leandro Silveira

    Belíssima análise! Um verdadeiro raio-x dos decks!

    • Lucas De Almeida Matos

      Nao sei se encaro isso numa boa ou se entendo como ironia. Por que nao parece condizer tao bem com os posts q eu vidos donos dos decks. Mas deve ser por que esta resumido.

      • Leandro Silveira

        100% irônico. Mais uma vez, copagou.

  • Pedro Augusto

    Agora sim! Parabéns pelo post! Gostaria de fazer algumas sugestões sobre o Battle System, como posso fazer isso de forma que terei minha sugestão passada adiante dentro da empresa?

  • Johnson Carlos

    Depois dessa, NÃO DERRUBEM OS ILLUMINATI. Bem legal a análise, e deu para ver que tem muita afiliação que tem potencial e que precisa de cards de apoio.

    • Lucas De Almeida Matos

      acabou de vir reforços pra parar meu deck. Relaxa. Iluminatti caiu.

  • Victor Martins

    Realmente, e de novo um iluminate campeão, por que não nerfar os ultron d nv?

    • Lucas De Almeida Matos

      De novo? Eh o primeiro illuminatti que ganha um royal

      • Victor Martins

        Eu posso estar errado mas eu tenho quase certeza que o campeao de 2016 foi um illuminatti…

      • Victor Martins

        Cabei de confirmar e foi um ultron.
        Illuminatti foi o deck da maioria do top 16.

        • Lucas De Almeida Matos

          isso. Não nego q iluminatti é forte. Mas a análise do meu deck está totalmente errada! Teve jogos q o maldito Estranho nem deu as caras. Então não se preocupe. As cartas mais importantes do deck vão rodar!